5 de fevereiro de 2013

CIDADE MARAVILHOSA – Coluna do Perrê

Alguns sulistas, congregando-se paulistas, cariocas, gaúchos, gostam de discriminar, diminuir, desdenhar, zombar, e, em nordestinês: mangar dos nordestinos. Na realidade, mais paulistas que cariocas e gaúchos. Entretanto, os sulistas não avaliam, não mesuram o quanto os nordestinos fizeram e fazem para a grandeza desta nação.
Rebuscando os anais da história brasileira, encontramos que dois nordestinos, dois alagoanos foram presidentes da Província do Rio Grande do Sul. Neste campo político administrativo, aqui apresentamos figuras que nasceram nas Alagoas.
João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, primeiro e único barão e visconde com grandeza de Sinimbu, um político brasileiro, nascido em Alagoas, no município de São Miguel dos Campos no dia 20 de novembro de 1810, foi presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul de 2 de dezembro de 1852 a 1º de julho de 1855.
José Tavares Bastos nasceu em Marechal Deodoro (cidade de Alagoas) em 1813 e faleceu no Rio de Janeiro, 8 de agosto de 1893. Foi um renomado político brasileiro. Foi presidente das províncias de Alagoas, de 29 de outubro a 30 de outubro de 1838, e da Província de São Paulo de 8 de novembro de 1866 a 12 de outubro de 1867.
Manuel Deodoro da Fonseca militar e político brasileiro, proclamador da República e primeiro presidente do Brasil, nasceu no Estado de Alagoas – cidade de Alagoas, (atual Marechal Deodoro) em 5 de agosto de 1827, presidiu a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul de 08.05.1886 a 09.11.1886.
Durante o Império do Brasil (1822-1889) os governantes dos estados, chamados de presidentes da província, eram escolhidos pelo governo central, geralmente nobres e militares de alta patente nomeados pelo imperador.
Manuel Joaquim de Albuquerque Lins nasceu em São Miguel dos Campos (AL) no dia 20 de setembro de 1852, faleceu em São Paulo, 7 de janeiro de 1926 destacou-se como advogado, lavrador e político brasileiro. Foi o oitavo presidente do estado de São Paulo entre 1908 e 1912.
Nascido no interior de Alagoas iniciou seus estudos jurídicos na Faculdade de Direito do Recife, na turma de 1877, concluindo o curso na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, tendo logo a seguir se estabelecendo no estado de São Paulo, inicialmente como juiz de Capivari (Estado de São Paulo).
Albuquerque Lins em 1910 formou, com Rui Barbosa, uma chapa presidencial contra o candidato oficial, marechal Hermes da Fonseca. Depois de governar São Paulo, ainda foi senador estadual por três mandatos: de 1913 a 1916, de 1916 a 1922 e de 1922 a 1926.
Esperidião Elói de Barros Pimentel nasceu em Palmeira dos Índios (Alagoas), no dia 14 de dezembro de 1824, faleceu no Rio de Janeiro, 15 de março de 1906 foi um político brasileiro, Presidente de Província:
Inicialmente em Santa Catarina – Assumiu a presidência interinamente, em substituição a João José Coutinho, de 23 de setembro a 21 de outubro de 1859, posteriormente, presidiu a Província do Rio Grande do Sul -. Nomeado por carta imperial de 22 de novembro de 1862, de 1 de janeiro de 1863 a 29 de março de 1864.
Depois, Presidente da Província de Alagoas – Nomeado em 8 de julho de 1865, de 31 de julho de 1865 a 19 de abril de 1866.
Segue como Presidente da Província do Rio de Janeiro – Nomeado em 29 de setembro de 1866, de 4 de outubro de 1866 a 10 de março de 1868.
Finalmente vai ser Presidente da Província da Bahia nomeado em 9 de agosto de 1884. Governou de 11 de setembro de 1884 a 26 de março de 1885.
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Proclamador e Consolidador
Que explicações se dão, as sequências de acontecimentos e situações pretensamente predeterminados, na existência humana, como se vêem a dois nordestinos, dois alagoanos envolvidos em um dos episódios políticos mais importantes da história de um país. Manoel Deodoro da Fonseca e Floriano Vieira Peixoto. Deodoro da Fonseca teve a primazia de proclamar a República do Brasil que, sem a força a e energia e do determinismo de Floriano Peixoto não teria se consolidado esta forma de governo. Deodoro o primeiro presidente e Floriano o primeiro vice-presidente e o segundo presidente do Brasil.
Floriano Vieira Peixoto nasceu em Maceió no dia 30 de abril de 1839, vindo a falecer no município em Barra Mansa estado do Rio de Janeiro em 29 de junho de 1895.
UMA HISTÓRIA BASEADA EM FATOS REAIS
Natalício Tenório Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Quebrangulo (AL) em, 27 de setembro de 1906 — faleceu em Duque de Caxias (RJ), 5 de maio de 1987 distinguiu-se como político na baixada fluminense (cidade de Duque de Caxias) sua base eleitoral no estado do Rio de Janeiro.
Tenório Cavalcante possuía um estilo político agressivo, muitas vezes violento. Isso lhe rendeu uma aura de mito em matar inimigos e adversários políticos. Com esta extrema e fantasiosa personalidade, chegou ao ponto de uma fábrica de formicida lançar um inseticida com o nome fantasia de TENÓRIO, destacando-se em sua embalagem o desenho de um homem vestido de preto protegido por uma capa preta.
Foi eleito deputado estadual e deputado federal do Rio de Janeiro, tendo quase vencido a eleição para governador do estado do Rio de Janeiro em 1960.
Registrado nos anais da Câmara Federal que funcionava na cidade do Rio de Janeiro que Tenório Cavalcanti, ainda no mandato de deputado federal, discursava na Câmara dos Deputados. No discurso, acusava o então presidente do Banco do Brasil, Clemente Mariani, de desvio de verbas. Antônio Carlos Magalhães (ACM), então deputado e baiano como Mariani, defendera o conterrâneo respondendo que “Vossa Excelência pode dizer isso e mais coisas, mas na verdade o que vossa excelência é mesmo um protetor do jogo e do lenocínio, porque é um ladrão.”
Tenório Cavalcanti, então, sacou o seu revólver, saiu gritando pelo plenário em direção a ACM: “Vai morrer agora mesmo!”. Alguns deputados e funcionários da Câmara Federal correram para tentar impedir o assassinato enquanto, alguns ali presentes, fugiam do plenário. Antônio Carlos Magalhães, tremendo de medo, teve uma incontinência urinária. Mesmo assim, gritava: “Atira.” Tenório, por fim, resolveu não atirar. Rindo da situação em que ACM se encontrava, recolheu o revólver afirmando: “Só matava homem”.
DOIS DOS MAIORES LEXICÓLOGOS BRASIL
O Dicionário Jurídico Plácido e Silva é, ainda, considerado, a maior e a mais completa obra lexiológica jurídica brasileira, embora que, seu autor Oscar Joseph de Plácido e Silva tenha falecido aos 70 anos no ano de 1963. Em publicação mais recente, os responsáveis por este dicionário, publicam uma edição em porte menor e consegue, superar, em vendas, este famoso Dicionário Jurídico Brasileiro, trata-se de Vocabulário Jurídico Conciso do próprio Oscar Joseph de Plácido e Silva.
Oscar Joseph de Plácido e Silva era alagoano de Marechal Deodoro tendo nascido em 18 de junho de 1892 e falecido em Curitiba em 16 de janeiro de 1963. Destacou-se como jurista, escritor, professor e empresário.
Outra figura exponencial da linguística brasileira, sem nenhuma dúvida é Aurélio Buarque de Holanda Ferreira
O mais popular, o mais consultado glossário do idioma português no Brasil é o famoso Dicionário Aurélio ou simplesmente Aurélio.
A caminhada inicial, desta obra, começou nos anos de 1950. Aurélio Buarque juntamente com sua esposa Marina Baird Ferreira e outros estudiosos da língua, desenvolveram um trabalho literário que se denominou: “Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa”. Daí em diante, Aurélio Buarque determinou-se em produzir uma composição etimológica de maior porte com o lançamento, no ano de 1975 do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.
Pois bem, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, nasceu no Passo, como costumam falar os nascidos e habitantes deste município alagoano. (Passo de Camaragibe em 3 de maio de 1910 e faleceu no Rio de Janeiro em, 28 de fevereiro de 1989) Grande crítico literário, lexicógrafo, filólogo, professor, tradutor e ensaísta brasileiro.
De onde nasceu em 1923, mudou-se para Maceió, onde, precocemente aos 14 anos de idade, começou a dar aulas particulares de português. Aos 15, ingressou efetivamente no magistério. Já naquela época passou a se interessar por língua e literatura portuguesas.
Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu na cidade de Caxias, estado do Maranhão em 21 de fevereiro de 1864 vindo a falecer na cidade do Rio de Janeiro, 28 de novembro de 1934, renomado escritor, cronista, folclorista, romancista, crítico, teatrólogo, político e professor brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da cadeira número 2.
Quem diria hem! Coelho Neto um nordestino, um maranhense, um dos escritores mais lindos, respeitados e admirados pelo povo brasileiro é o autor do adjetivo que todos os brasileiros têm orgulho em dizer que a cidade do: RIO DE JANEIRO É A “CIDADE MARAVILHOSA”

5 de fevereiro de 2013

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