5 de fevereiro de 2013

Não se engane, um dia, a vítima poderá ser você!

O grande mal do ser humano é pensar que a desgraça só acontece com o vizinho. Não se engane, um dia, a vítima poderá ser você!
Já, há algum tempo, venho dizendo que está na hora das nossas autoridades abrirem os olhos, pois estamos com a violência à nossa porta e, tudo isso, vem crescendo de forma desordenada, já que não existe nenhuma iniciativa para banir a sociedade bandida que está, cada vez mais, enraizada em nossos seios, seja no tráfico de drogas; na morte por encomenda; no assalto à mão armada; no tráfico de drogas ou qualquer ilícito penal.
Estamos fadados a sofrer as consequências daquilo que não escolhemos para vivenciarmos, pois estamos sujeitos as mais diversas intempéries praticadas pelo mundo bandido. Ora! Nós que somos uma sociedade pacata, livre, solidária e Cristã, tentando de alguma forma sobreviver nesta selva de pedras, seja com uma educação mais apurada, com um trabalho mais digno, na formação de uma família mais cristã ou na prática da solidariedade com seu semelhante, somos surpreendidos, ou mesmo vítimas, de uma sociedade que, talvez, tenha sido criada por ações e maus costumes de pessoas que deveriam agir de forma mais honesta, mais séria, mais solidária e etc., no entanto, essas pessoas que são detentoras de mandatos; de funções jurídicas e, mesmo, executivos, com a caneta e poder de ação, se omitem, se acovardam, se deixam desmoralizar em não praticar o óbvio, o certo, na confecção de leis e ações mais duras, mais eficazes, mais dirigidas, para que, com isso, se possa inibir ou, mesmo, impedir que essa sociedade bandida comece a eliminar a todos nós, porque estamos numa verdadeira vala comum, expostos as mais duras penas ditadas por “eles”.
Todos sabem que as leis de nosso país são brandas e, muitas delas, com o passar dos anos, tornaram-se cheias de remendos que só beneficiam ao mundo bandido. Nós, simples mortais, somos cada vez mais, reféns “deles”, blindados pelos ditos remendos das leis civis e penais, quando deveria ser tudo ao contrário, porque a sociedade civil, que paga impostos, sustentando aqueles que deveriam criar leis para nos proteger, dando-nos condições de viver em paz, no entanto, vivemos na mira das armas poderosas da bandidagem.
Não se engane, um dia, a vítima poderá ser você! Mas, antes que se torne vítima, acorde, se debruce sobre os livros da lei, veja onde pode mexer, nos Códigos, Civil e Penal, inserindo artigos com penalidades mais duras, para os infratores da lei.
Como sugestão, aqui, posso oferecer alguns exemplos:
I – Assalto à mão armada, seguido de morte. Pena: Prisão Perpétua, sem regressão de pena, sem indulto de Natal e etc. Morre na prisão, de doença ou de velhice.
II – Sequestro, seguido de mutilação de órgão ou dor psicológica. Pena: Prisão Perpétua, etc…
III – Tráfico de drogas, de qualquer natureza. Pena: Prisão Perpétua, etc…
IV – Assassinato por encomenda ou de qualquer natureza. Pena: Prisão Perpétua, etc…
V – Roubo a bancos ou residências, seguido de morte. Pena: Prisão Perpétua, etc…
VI – Atropelar e matar, por embriaguez. Pena: 10 (dez) anos de Prisão, em regime fechado. dec 30, 2015 –
“Neguinho”, depois de conhecer tais penalidades, pensará duas vezes antes de querer praticar a qualquer ilícito penal, inseridos pelos artigos acima.
Entendendo estes artigos, outros serão contemplados, de acordo com a infração praticada, com penas iguais ou mais leves, sempre escudadas nos seis artigos acima.
Pensem nisso, senhores e senhoras, autoridades! Vocês não estão imunes, porque vocês moram em residências, como nós; vocês dirigem carros, como nós; vocês freqüentam bares e restaurantes, como nós; muito de vocês tem casas de praia, como alguns de nós. Então vejam! Vocês também podem ser vítimas, tanto quanto nós!
Se vossa excelência que tem a Lei na mão, se vossa excelência que pode criar e aprovar leis, está na hora de pensar, de agir, de botar elas pra funcionar, mas de forma dura, de forma eficaz, de forma responsável. “Não se engane, um dia, a vítima poderá ser você”!

* FTE-IV Aposentado e Conselheiro do SINDIFISCO-AL.

5 de fevereiro de 2013

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