5 de fevereiro de 2013

ASFAL participa de Congresso Internacional da UNIDAS

Diferença entre modelos assistenciais de saúde, importância de fortalecer a atenção primária, sustentabilidade do sistema, atenção ao envelhecimento da população, contenção de custos, cuidados com incorporação de novas tecnologias, atenção às doenças crônicas, modificação da organização dos serviços de saúde e a importância da promoção da saúde foram os principais assuntos do 15º Congresso UNIDAS – II Congresso Internacional de Gestão em Saúde, realizado na Praia do Forte, Bahia, de 2 e 4 de dezembro. O presidente da ASFAL e superintendente da UNIDAS/AL Luiz Antonio, participou do evento.
“Estes debates expõem desafios que temos que pensar todos os dias, como trabalhar custos crescentes e orçamentos limitados”, ressaltou em seu discurso a presidente da UNIDAS, Denise Eloi. A avaliação foi acompanhada pelo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), André Longo, para quem é preciso investir em práticas de gestão que busquem a excelência. Ele destacou, ainda, que é importante conhecer outras experiências para mudar os rumos.
Modelos Internacionais – Foram debatidos os modelos do Canadá, da Bélgica, dos Estados Unidos e da Alemanha, com palestras de nomes internacionais de cada país, demonstrando as peculiaridades de cada um.
Novas tecnologias na Europa – A segunda discussão foi iniciada com a palestra da doutora em medicina Laura Sampietro, vice-diretora de Inovação e chefe da Unidade de Avaliação de Tecnologias em Saúde do Hospital Clinic Barcelona (Espanha). A especialista traçou um panorama sobre regulamentação e avaliação da tecnologia. “É preciso estabelecer um novo paradigma que auxilie a diminuição de custo. Inovação já não é igual a nova tecnologia. Inovação é a melhor tecnologia”, afirmou.
14 anos de saúde suplementar – Um debate histórico sucedeu às discussões do Congresso Internacional, reunindo em uma mesa-redonda o presidente da ANS, André Longo; a presidente da UNIDAS, Denise Eloi; Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge); Márcio Coriolano, da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde); Luiz Nivaldo da Silva, da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, e Adriano Leite Soares, da UNIMED.
Novas tecnologias no Brasil – Marcos Ferraz Bosi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), falou sobre a incorporação de novas tecnologias no Brasil. Apontou quais são as questões no Brasil que devem ser modificadas e ressaltou, em relação ao processo de avaliação, os aspectos a ser considerados: segurança, efetividade, eficiência, utilidade, impacto econômico, aspectos organizacionais, implicações éticas, sociais e legais. Destacou também que tem visto muitas apresentações em eventos trazendo os problemas e as necessidades de mudança, mas, na prática, não vê modificações, ressaltando o quanto isso compromete seriamente o sistema de saúde brasileiro.
Envelhecimento da população – Para fechar o Congresso, a última apresentação foi sobre os reflexos do envelhecimento no sistema de saúde. A médica Adriana Carneiro, da Cemig Saúde, ressaltou que as sociedades precisam se organizar para falar desse novo cenário. “Os países desenvolvidos tiveram envelhecimento gradual, e o Brasil de forma rápida. Estamos muito despreparados”, alertou.
Ela pôs em discussão um ponto-chave para as nações, avaliar quais são os limites da longevidade. A realização brasileira mostra um envelhecimento acelerado e mudanças no contexto sócio-político-econômico, com a criação do Estatuto do Idoso.
“O Brasil vive um momento de grande decisão. A população acima de 65 anos representava 2,7% em 1960, 5,4% em 2000 e chegará a 19% em 2050, causando elevação expressiva na quantidade de doenças crônicas”, relatou.
Outro desafio apresentado pela palestrante foi a insuficiência de geriatras e a necessidade de capacitação de clínicos gerais, para que atendam de maneira adequada os idosos. “Além desse apagão de mão de obra qualificada, temos também insuficiência familiar e outro grande problema: idosos cuidando de idosos.” A médica enfatizou ainda que o melhor caminho é a prevenção.
Dando sequência ao tema, o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), Luiz Augusto Carneiro, traçou um panorama do gasto total com o segmento no Brasil, que, em 2010, teve investimento de 9% do PIB – 3,8% desse índice no setor público. No discurso, disse que, para que os recursos públicos sejam suficientes para financiar a assistência à saúde, é necessário analisar a transição demográfica e epidemiológica. Em 2030, 46% do gasto total será com idosos.
No fim do discurso, afirmou que, para garantir a sustentabilidade da saúde suplementar, é preciso incorporar novas tecnologias e introduzir uma mudança gradual do modelo assistencial.

5 de fevereiro de 2013

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